OpiniãoNota · 1 min de leitura
Medimos tempo de fechamento, não linhas de código
Toda proposta que sai daqui tem um número combinado antes da primeira linha de código. Não é o número de telas, nem de endpoints, nem de sprints. É o indicador do cliente que precisa se mexer.
Isso muda a conversa de lado. Quando o combinado é entregar funcionalidade, qualquer coisa entregue conta como sucesso, mesmo que ninguém use. Quando o combinado é mover um número, a pergunta em toda reunião passa a ser se o que está sendo construído move aquilo.
Entregar tudo o que foi pedido e não mover nada é o fracasso mais caro que existe.
O efeito colateral é bom: escopo encolhe. Quando o indicador é o juiz, some da lista o relatório que ninguém abre e a tela que existia só porque o sistema antigo tinha.
Não funciona sempre. Tem projeto de infraestrutura cujo resultado é "continuou de pé", e isso é difícil de medir sem um incidente para comparar. Nesses casos combinamos o indicador do jeito inverso: quanto tempo até restaurar, quantos ambientes descritos em código, qual a fatura no fim do mês.